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Cresce interesse feminino por ocupações industriais
Em: 08/03/2018 às 16:25h por Agência CNI de Notícias

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A presença de mulheres nos cursos técnicos de Desenvolvimento de Sistemas e de Manutenção de Máquinas Pesadas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) dobrou de 2016 para 2017. No mesmo período, o volume de alunas no curso de Manutenção de Aeronaves aumentou em 72%. Os números refletem o crescimento do interesse feminino por ocupações industriais. 

De acordo com dados do Ministério do Trabalho, em 20 anos, houve um aumento de 19,4% no número de trabalhadoras no setor produtivo. Em paralelo, o levantamento indica que as mulheres também estão buscando qualificação e espaço em áreas de predominância masculina, como Tecnologia da Informação, Mecânica e Construção Civil. 

No ano de 2017, o SENAI ofertou 84 diferentes cursos técnicos. Segurança no Trabalho, Logística e Administração lideraram o ranking da procura feminina, respondendo por 31,7% do total de matrículas das alunas. Mas entre os dez cursos mais buscados pelas mulheres também estavam Edificações, Informática, Eletrotécnica, Mecânica e Eletromecânica. 

Apesar da procura, ainda há amplo espaço para o crescimento da presença feminina. Nas salas de aula de Edificações e Informática, três em cada dez estudantes eram mulheres. Nos cursos de Eletrotécnica, Mecânica e Eletromecânica, as mulheres responderam por apenas 10% das turmas. 

O SENAI defende a inserção cada vez maior das mulheres na educação profissional e no mercado de trabalho. “O equilíbrio de gênero é fundamental para a evolução das organizações. Uma equipe heterogênea apresenta ideias e visões diferentes para projetos e ações, o que impacta em melhores índices de inovação e de competitividade”, afirma o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

 

MULHERES NA TECNOLOGIA – Professora de MBA e especialista em User Experience (Experiência do Usuário Digital), Carla Marangoni de Bona afirma que no campo da tecnologia o predomínio de mão de obra masculina é histórico e que nos últimos dez anos houve pouca mudança. Por outro lado, esclarece que as empresas mais inovadoras do universo digital investem na diversidade de sua equipe. 

“As soluções tecnológicas de hoje são propostas por homens, mas o mundo é muito mais diverso que isso. A inserção das mulheres, portanto, é imperativa. A mulher consegue se colocar no lugar do usuário e atuar melhor nesse meio. Um olhar empático, em um mercado de ampla concorrência, é certamente um diferencial”, afirma a especialista, que iniciou sua trajetória profissional em 2001, ao ingressar no curso técnico de Design, no SENAI de Criciúma (SC).

Para contribuir com a diminuição do gap de gênero no setor tecnológico brasileiro, em 2016 Carla de Bona uniu-se às empreendedoras Mariel Reyes Milk e Fernanda Faria para fundar a {reprograma} – uma iniciativa de impacto social que capacita jovens mulheres na área de desenvolvimento de sistemas (HTML, CCS e Javascript), gratuitamente, com mentoria de profissionais renomados do mercado de tecnologia.

Apoiado por instituições como Microsoft, ThoughtWorks e Google, o {reprograma} já formou cerca de 100 alunas, sendo que 63% delas conquistaram uma recolocação no mercado após o curso. A quinta turma do projeto foi formada em fevereiro e está sendo realizada na Estação Hack São Paulo – primeiro centro para inovação criado pelo Facebook no mundo.

WORLSKILLS – A trajetória profissional de Carla de Bona é marcada por sua constante atuação junto a WorldSkills, a maior competição de educação profissional do mundo. Devido a seu alto desempenho no curso técnico do SENAI, a designer foi convidada a treinar para o torneio e consagrou-se a primeira mulher brasileira a subir no pódio da competição. Na edição de 2007, realizada em Shizuoka, no Japão, a designer era a única competidora feminina da delegação do Brasil e também a única mulher a disputar a modalidade Webdesign, que lhe garantiu a medalha de prata.

A partir de então, Carla passou a treinar novos competidores e foi consultora, inclusive de um grupo de instrutores russos para a WorldSkills 2017, em Abu Dhabi. Em 2015, foi uma das organizadoras do WorldSkills Digital Challenge, uma iniciativa que reuniu campeões da olímpiada e desenvolvedores brasileiros para desenvolver soluções de Tecnologia da Informação em benefício de projetos de responsabilidade social de ONGs do país.

Em julho passado, mais um projeto em conjunto. A especialista foi convidada pela WorldSkills a compartilhar a história e os resultados alcançados pela {reprograma} em uma conferência internacional promovida pela Unesco – Skills on the move: global trends, local resonances. O evento foi realizado em Tangshan, na China, para discutir a educação técnica no mundo.

“Além de maturidade, o curso técnico no SENAI e o envolvimento com a WorldSkills me deram uma experiência prática e uma bagagem técnica que foram fundamentais para minha vida profissional, principalmente no início. Outro ponto que fez muita diferença foi o aprendizado de que conquistar as coisas é muito mais uma questão de persistência e do quanto você está disposto a se entregar”, afirma a designer.

Confira os 10 cursos técnicos do SENAI com maior crescimento de participação feminina em 2017:

  1. Desenvolvimento de Sistemas
  2. Manutenção de Máquinas Pesadas
  3. Manutenção de Aeronaves e Aviônicos
  4. Móveis
  5. Design de Interiores
  6. Pré-Impressão Gráfica
  7. Metalurgia
  8. Qualidade
  9. Informática para Internet
  10. Desenho de Construção Civil

SAIBA MAIS – Os cursos técnicos do SENAI têm em média um ano e meio de duração e são ofertados em todo o Brasil. Procure a unidade mais perto e garanta sua vaga. Para mais informações, acesse o site do SENAI.

 

 

 
 

 

 

 
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