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04/01/2010
62% dos empresários aprovam SENAI, revela pesquisa do Ibope
Portal Fator Brasil

Não é de hoje que os empresários brasileiros consideram os encargos sobre a folha de pagamento elevados e prejudiciais à competitividade. Pesquisa do Ibope, encomendada pela Federação das Indústrias de São Paulo, informa que 94% dos empresários entrevistados defendem cortes dessas contribuições, mesmo porque 91% consideram que elas têm impacto negativo sobre os negócios. Mas nem todas as contribuições são nocivas. Para 62% dos empresários entrevistados, o SENAI é avaliado como ótimo ou bom.

Os resultados foram divulgados na edição de 16 de dezembro da revista Exame. Segundo o texto, "a percepção é de que a maioria dos serviços custeados pelas contribuições sociais é de baixa qualidade. Uma exceção no quadro geral de reprovação é o ensino profissionalizante. Cerca de 60% dos empresários consultados avaliam positivamente o serviço prestado pelo SENAI - braço da indústria para a formação profissional, no qual o próprio presidente Lula fez o curso de torneiro mecânico".

O SESI e o Sebrae são os serviços que aparecem na segunda e terceira posições entre os avaliados positivamente pelos empresários. As maiores reclamações recaem sobre as contribuições ao INCRA, ao salário-educação e ao INSS, respectivamente com 82%, 76% e 69% de citações negativas.

A pesquisa ouviu 300 empresários ou executivos de empresas industriais de porte nacional dos setores têxtil, metalúrgico, químico, plásticos, alimentos, construção civil, máquinas e equipamentos, entre outros.

A maioria dos empresários acredita que as contribuições sociais prejudicam a competitividade. "Além de pagar 20% ao INSS sobre o salário de todos os empregados, as empresas têm que arcar com planos privados de saúde e de aposentadoria, se quiserem que o funcionário tenha uma qualidade de vida melhor", afirmou à Exame Antônio Maciel Neto, presidente da Suzado, companhia de papel e celulose.

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